quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Museu Lasar Segall 
celebra bodas de ouro!

Olá meus amigos, na correria do conto para a edição de março da Revista Conexão Literatura e por falar na revista, as inscrições estão abertas para quem deseja participar com crônica, conto ou entrevista.
Vejam que interessante a mostra de aniversário do museu, com entrada gratuita.


Exposição 1967 – 2017: Museu Lasar Segall – 50 anos
O Museu Lasar Segall faz aniversário, mas quem ganha o presente é o público. Até o dia 24 de setembro de 2018, o espaço exibe "1967 – 2017: Museu Lasar Segall – 50 anos", mostra que inaugura as comemorações do cinquentenário da instituição e homenageia Maurício Segall, diretor do museu por 30 anos e filho do artista.
Durante dez anos, ao lado dos filhos Maurício e Oscar, e do amigo e fotógrafo Luiz Hossaka, as obras da coleção foram organizadas e resultaram em uma série de exposições responsáveis por darem luz ao nome do artista no cenário artístico nacional e internacional. Aproveite!

Serviço:
Exposição 1967 – 2017: Museu Lasar Segall – 50 anos
Quando: até dia 24/09 - de quarta a segunda, das 11h às 19h
Endereço: Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo
Entrada gratuita


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

SESI seleciona grupos e companhias para espetáculos

Bom dia amigos, o SESI-SP está selecionando grupos e companhias para produção de espetáculos inéditos. Caso você tenha interesse, as inscrições estão abertas.

 

O SESI-SP selecionará grupos e companhias teatrais do interior, litoral e grande São Paulo interessados em produzir espetáculos inéditos. O edital SESI Viagem Teatral – Montagens Inéditas está com inscrições abertas até o dia 2 de março de 2018.

Podem se inscrever projetos de espetáculos de teatro, dança, teatro performativo e teatro de bonecos e formas animadas produzidos por companhias paulistas, mas com residência fora da capital. As propostas devem ser encaminhadas pela plataforma digital.

Antes de enviar as propostas, as companhias devem se atentar às especificações contidas no edital de seleção.

SESI Viagem Teatral – Montagens Cênicas Inéditas

A área de artes cênicas do SESI-SP apresenta um vasto escopo de produções de múltiplas experiências estéticas e amplo repertório temático. Sua missão é fomentar a diversidade cultural, democratizar o acesso à arte e à informação, formar plateias e estabelecer o diálogo contínuo e permanente entre obra e público, comunidade e sociedade.

O projeto Viagem Teatral – Montagens Cênicas Inéditas visa reforçar a produção artística regional, incentivando e difundindo aspectos, características e a identidade da cultura local.

A proposta é fomentar a produção cênica contemporânea do interior, litoral e da grande São Paulo, proporcionando variadas experiências estéticas para o fomento da diversidade cultural e o estímulo à formação de novas plateias.

Os projetos selecionados estrearão em um dos teatros do SESI-SP, compondo a programação cultural de 2018.

Dúvidas

SESI - Santos

Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria
Telefone: (13) 3209-8210

FALE-CONOSCO: Grande São Paulo
(11) 3528-2000
Outras localidades: 0800 55 1000


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

"Viva!", de Patrick Deville, no Clube de Leitura

Olá amigos, iniciamos mais uma semana e que seja de fartura de emoções, felicidade e realizações!

Clube de Leitura
Neste encontro será discutida a obra "Viva!", de Patrick Deville, publicada no Brasil em 2017 pela Editora 34.
O encontro ocorre nesta quarta-feira, dia 21, às 19 horas, na Hemeroteca da Biblioteca Mário de Andrade, no 1º andar.
A entrada é gratuita e não requer inscrição prévia. Recomenda-se a leitura prévia da obra a ser discutida, todavia não é obrigatório portar o livro e nem ter concluído a leitura no dia do encontro.



Serviço:
Clube de Leitura
Quando: quarta-feira, dia 21/02, às 19h
Local: Hemeroteca da Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94, São Paulo
Mais informações: (11) 3775-0002
Entrada gratuita

Viva, de Patrick Deville
No final da década de 1930, o México converte-se em porto seguro para levas e mais levas de exilados sem nome. São russos, alemães, italianos, espanhóis, gente de muitas nacionalidades e convicções políticas, fugindo da onda totalitária que varre o Velho Mundo. Uma figura, porém, não tem como aspirar ao anonimato: ao desembarcar em Tampico, em janeiro de 1937, Léon Trótski sabe que não está a salvo, que não há maneira de desligar a máquina infernal que acabará por abatê-lo. Neste formidável "romance sem ficção", Patrick Deville faz a crônica dos três anos que restam ao revolucionário russo. Por suas páginas, desfila um cortejo de figuras que a presença de Trótski imanta e radicaliza: Diego Rivera e Frida Kahlo, Victor Serge e André Breton, David Alfaro Siqueiros e Ramón Mercader - sem falar em B. Traven, o enigmático autor de O tesouro de Sierra Madre, e sem esquecer de Malcolm Lowry, jovem escritor que chega ao México no mesmo ano, sonhando em revolucionar a prosa poética e que reservará a Trótski um papel decisivo nos momentos finais de À sombra do vulcão.
Com paixão e minúcia, Deville retraça o curso dessas "vidas paralelas" que se cruzam e se perdem no labirinto da história e da geografia, à sombra da guerra mundial que se aproxima. A cada capítulo, o giro de Viva! se acelera, as traições e as mortes se sucedem, a história vai ganhando ares de dança macabra, que a Segunda Guerra Mundial leva a uma negra apoteose. Mas Deville não quer dar a última palavra à derrota: no curso de suas vidas meteóricas, os personagens de Viva! terão lançado um facho de luz inconformista sobre este mundo - é o bastante para que sigamos seu percurso com toda atenção.

Patrick Deville
Patrick Deville nasceu em Saint-Brévin, na Bretanha, em 1957, e vive em Paris. Formado em Letras e Filosofia, viajante contumaz, partiu ainda jovem para o estrangeiro, ocupando postos de adido e professor no Golfo Pérsico, na África e em Cuba. Estreou com Cordon bleu (1987) e Longue vue (1988), seguidos de três outros romances, sempre publicados pela prestigiosa Éditions de Minuit. Em 2001, fundou em Saint-Nazaire a Maison des Écrivains Étrangers et des Traducteurs (MEET).
Em 2004, agora a bordo das Éditions du Seuil, a obra narrativa de Deville toma novo rumo com a publicação de Pura vida: Vie & mort de William Walker.  

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Iniciação Teatral – curso gratuito no SESI

Estão abertas inscrições para os Cursos de Iniciação Teatral oferecidos nos Núcleo de Artes Cênicas (NAC) do SESI-SP.
Os cursos serão ofertados em dois módulos: Semestral, voltado a alunos com idade a partir de oito anos, e Anual, também conhecido como Múltiplas Linguagens, direcionado a alunos com mais de 18 anos.

 

Cursos Semestrais: 

Público Geral: de 20/02 a 02/03 – para vagas remanescentes até que as turmas estejam completas.

Curso Anual - Múltiplas Linguagens:

 Para essa modalidade, as inscrições para o processo seletivo devem ser feitas até dia 23/02.

Os interessados devem procurar a Secretaria Única da unidade mais próxima, munidos dos seguintes documentos originais: RG, CPF e comprovante de residência.
O curso é anual destinado ao público a partir de 18 anos que deseja aperfeiçoar o estudo das artes cênicas por meio da criação e montagem de um espetáculo teatral. Para este curso haverá processo seletivo para o preenchimento das vagas.

Serviço:
Iniciação Teatral – curso gratuito no SESI
Local: SESI Santos: Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria
Telefone: (13) 3209-8210

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Exposição fotográfica itinerante Pantanal: Mundo das Águas

Bom dia amigos, excelente sábado a todos nós.
Eu vi a exposição e tem fotos maravilhosas, vale a pena, então deixo aqui a dica.

Pantanal: Mundo das Águas

Matas e rios cobrem a maior planície alagável do mundo, o Pantanal Mato Grossense. O bioma foi declarado pela UNESCO patrimônio natural da humanidade. São 263 espécies de peixes, 41 de anfíbios, 113 de répteis, 463 de aves e 132 de mamíferos. A área de 150 mil km² possui uma dinâmica singular, regida pela força das águas. Durante quatro meses o solo encharca, transformando radicalmente o cenário. A visão é de transbordo. Na estação seguinte, a vazante dá espaço para o
escoamento da imensa massa líquida. Em tempos de seca, a terra submersa volta à tona, criando bacias em torno das quais os bichos se acomodam a procura de alimento. Capivaras, jacarés, veados, antas, tamanduás, macacos, tuiuiús – a abundância da fauna em uma das maiores reservas da biosfera do planeta impressiona. À beira-rio ou no interior dos campos, a cultura pantaneira se manifesta no jeito de ser das comunidades rurais. Os moradores tradicionais dividem o espaço com a vida selvagem, vista a olho nu na época de estiagem.
A exposição itinerante revela a diversidade natural do Brasil, tão presente no trabalho de André Dib, especialista em fotografar os biomas nacionais.

André Dib     
Fotógrafo desde 2002, André Dib produz reportagens para as principais revistas de natureza, esporte e turismo do Brasil e exterior. Participou de diversas expedições no País para registrar o modo de vida dos povos tradicionais e a riqueza natural de biomas como Cerrado, Caatinga, Pantanal e Amazônia. Apaixonado pela vida ao ar livre, André escalou algumas das principais montanhas brasileiras. Ascendeu aos 11 principais picos do País e às mais
belas montanhas da América, como Aconcágua, Ojos del Salado, Illimani, Sajama, Parinacota, Cotopaxi entre outras. A natureza pulsante e a forma em que o ser humano se encaixa nela é o foco principal de seu trabalho, que não se restringe a paisagens, mas também a cenas cotidianas, e aos costumes e tradições de um mundo diverso em suas origens.
André ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais com temas relacionados à natureza. Entre eles estão o ABB Photo Competition, em Zurique, na Suíça; dois prêmios FUNARTE, no Brasil; e dois Latinos Americanos de Fotografia, presidido pelo fotógrafo da Magnum René Burri. Levou o primeiro prêmio no Festival Internacional de Filmes de Montanha, e foi finalista do prêmio HSBC de Jornalismo, com o tema sustentabilidade.
O fotógrafo trabalha também em projetos de livros. Clicou os cenários do livro Parques Nacionais Brasileiros, lançado pela Editare, em 2014, trabalhou no livro da E-Pharma, sobre saúde nos rincões do Brasil, lançado pela Auana Editora, em 2014, e atualmente trabalha no projeto do Livro Madeira-Mamoré, na Amazônia, ainda em fase de execução. A força das imagens capturadas "in loco" e o desafio de buscar inspiração em lugares isolados e de difícil acesso tornaram-se a marca da trajetória do fotógrafo. Seja a seis mil metros de altitude, nos escarpados picos andinos ou na umidade verde da Amazônia, a lente de Dib sempre consegue enquadrar algo mais vivo, mais atrevido, mais inédito, mais belo, mais significativo.

Projeto itinerante
O projeto apresenta obras originais ou reproduções fotográficas, criando circuitos alternativos de mostras de artes visuais nas unidades do SESI-SP e nas indústrias associadas por meio do Programa Caixa de Cultura.

Serviço:
Exposição fotográfica Pantanal: Mundo das Águas
Quando: até dia 02/03, de segunda a sexta, das 11h às 17h e sábados, das 11h às 15h
Local: saguão do Palácio Saturnino de Brito – Av. São Francisco, 128, Centro, Santos (sede da Sabesp na Baixada)

Entrada gratuita

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Não tenho tempo para ler!

Essa é a resposta mais ouvida nas pesquisas sobre o hábito de ler entre pessoas adultas. Se essa resposta também é sua, confira essas dicas:

1. Não pense que você sempre vai precisar de muito tempo para a leitura. Tente encaixar uma rotina de leitura curta durante o dia. Elas podem durar simples 5 minutos.

2. Esteja preparado! Para fazer uso desse tempo, por menor que ele seja, mantenha livros sempre às mãos, onde você possa encontrá-los facilmente, como em banheiros e carros.

3. Não se esqueça do celular. Como você sempre está com um telefone celular por perto, não deixe de instalar aplicativos como Kindle. Assim, será possível ler e-books em momentos “emergenciais” de leitura.


4. Não pense que você só pode ler um livro de cada vez.  Ler livros diferentes ao mesmo tempo poder ser viável. Há livros que permitem que você leia apenas uma história, como um livro de contos e crônicas, ou apenas uma página, como um livro de poemas!

5. Você geralmente não acaba o livro que começou? Você não é obrigado a terminar esse livro se não gostou do assunto. Então deixe-o de lado e comece outro livro.

Gostou das dicas? Boas, não é?

As informações são da amiga Renata Joana Fuentes, mediadora cultural do SESI. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Teatro João da Cruz, na Casa das Rosas
Literatura Clássica Espanhola

Bom dia amigos, e vamos que o Carnaval acabou, que pena!
Na terça-feira fui assistir “A Forma da Água” do Guilhermo del Toro e adorei, o filme é ótimo com atores de primeira linha e romance simples, interessante e com toque de humor, vale a pena. O cinema estava cheio em todas as sessões. Fica a dica.

Literatura Clássica Espanhola

Interessados em atividade teatral, nesta sexta-feira, dia 16, às 20 horas, a Casa das Rosas apresenta: Teatro João da Cruz, da Cia. da Palavra, com Helder Mariani.
Trata-se de monólogo teatral sobre o poeta místico espanhol do século XVI, Frei João da Cruz, canonizado pela Igreja Católica em 1726. A obra do escritor insere-se na literatura clássica espanhola de modo a ultrapassar os limites do discurso religioso. O monólogo expressa as contradições existenciais da humanidade, vivenciadas pelo Frei.


Serviço:
Literatura Clássica Espanhola – Teatro João da Cruz
Quando: sexta, dia 16/02, às 20 horas
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo
Mais Informações: (11) 3285-6986 – 3288-9447
Valor: R$ 40,00

João da Cruz
João da CruzO.C.D. (em espanholJuan de la Cruz) foi um místicosacerdote e frade carmelita
espanhol venerado como santo pelos católicos. Nascido em Fontiveros, em Castela a Velha, foi um dos mais importantes expoentes da Contrarreforma.
Grande reformador da Ordem Carmelita, é considerado, juntamente com Santa Teresa de Ávila, o fundador dos Carmelitas Descalços. João também é conhecido por suas obras literárias e tanto sua poesia quanto suas investigações sobre o crescimento da alma são consideradas o ápice da literatura mística e se destacam entre as grandes obras da literatura espanhola.
João da Cruz foi canonizado em 1726 por Bento XIII e é um dos Doutores da Igreja Católica Apostólica Romana.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Dicas para Escrever um livro

Olá amigos, bom início de semana a todos nós.
Ontem lendo a Revista AT, achei dicas interessantes para quem deseja escrever um livro, acompanhe:

Janaina Rico, autora de 100 Dicas para Novos Autores, da Rico Editora, diz que, em primeiro lugar, está a fase do planejamento, ou seja, você deve deixar bem claro o tipo de livro que deseja escrever (ação, romance, drama) especifique seu tipo de escrita e tenha foco nisso. Se você tiver em mente o que exatamente quer contar evitará furos na trama, remendos e personagens desnecessários.
Independentemente do gênero escolhido, o leitor deve se sentir no cenário escolhido por você, aconselha a escritora.
Para se construir os personagens a melhor maneira é criar uma ficha para cada um deles. Além disso, é necessário também definir um prazo para começar e terminar o livro e organizar a rotina criando um ambiente agradável para conseguir trabalhar.
Finalizando, a autora recomenda ler exaustivamente o gênero  sobre o qual você deseja escrever. 

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Carnaval na Jureia

Bom dia amigos e excelente domingão carnavalesco a todos nós.
Aproveitando o feriadão, quem tiver interesse em participar da edição de março da Revista Conexão Literatura com envio de conto, artigo ou crônica, entre outros trabalhos, as inscrições estão abertas, basta entrar em contato com o editor Ademir Pascale.
Também aproveito a oportunidade para disponibilizar o meu conto do mês de fevereiro: Carnaval na Jureia, espero que gostem.
Abraços,

Próxima edição
Para participar ou anunciar em nossa próxima edição de nº 33 (março, 2018), acesse o site: 


Conto Carnaval na Jureia

Mal começou 2018 e fevereiro chegou rápido. Despreocupada com as notícias da região, quando li no jornal A Tribuna nota de falecimento do físico Mauro de Oliveira. 
Olhei bem para a foto e minhas lembranças começaram a construir um pouco da vivência daquele homem na minha vida e minha memória começa a relembrar os detalhes...
...
Depois de trabalhar a semana toda com o pensamento na viagem, a sexta-feira, dia 15 de fevereiro de 1985 chegou e minha mochila já estava pronta desde o final de semana anterior. Para quatro dias que seriam de praia e curtição reservei  biquíni, shots, camisetas, vestidos e casaco, caso fosse necessário. Eu e os amigos que fiz durante o curso esotérico não conhecíamos a Juréia – que no ano seguinte, dia 20 de janeiro, foi oficialmente decretada como reserva estadual dos Itatins, conhecida atualmente como Estação Ecológica da Juréia-Itatins. - Com território distribuído pelos municípios de Iguape, Miracatu, Itariri, Pedro de Toledo e Peruíbe, este último seria o nosso destino durante os quatro dias de Carnaval.
E assim partimos em dois carros, estávamos em oito pessoas. O Mauro, nosso guia era o único que conhecia o lugar. Professor de Física, ele também tinha outros projetos em sua vida e um deles, o que o fez conhecer o lugar, foi pertencer a um grupo de ufologia.
Chegando a Peruíbe continuamos em direção ao Morro do Guaraú (que é limítrofe com a praia principal) e do Rio Verde, na Barra do Una-Juréia, onde ocorrem estranhas anomalias magnéticas.
- Como expliquei a vocês, dizia Mauro – não ficaremos em pousada ou nenhum outro lugar, pois é aqui, bem no “coração” da Juréia onde acontecem os fenômenos UFO, que vocês já devem ter escutado, e como faço parte do grupo de estudiosos sobre esse assunto tenho permissão de pernoitar no alojamento.
E então começamos a descarregar as coisas dos veículos, mochilas, garrafões de água e caixas com alimentos. Mauro na frente apenas com a sua mochila e nós atrás dele, em fila indiana depois de estacionarmos entramos na mata, e por uma trilha partimos em busca do “horizonte perdido” e tudo o mais o que cada um dos colegas imaginavam encontrar por lá.
- Caminharemos cerca de quarenta minutos, vamos rápido, pois é melhor agora que ainda está claro, pois se escurecer precisaremos das lanternas e demorará mais. Depois disso, todos nós andamos rápido, sem falar, para que pudéssemos aproveitar a luz do dia. Logo chegamos a uma espécie de portaria e Mauro se apresentou mostrando sua carteirinha de identificação do grupo UFO e nos deixaram entrar. Na área grande e disposta em círculos os alojamentos, que cabiam quatro pessoas com um banheiro e à frente ficava a enorme cozinha com mesas de refeitório, armários para guardar os mantimentos, uma pia grande e fogão de seis bocas. Tudo era simples, mas limpo e organizado.  
        À noite, na preparação do jantar nos encontramos com dois amigos de Mauro que também foram passar o Carnaval naquele local. E foi uma noite agradável junto ao grupo que formamos, os ufólogos Peter e Gabriel contaram alguns acontecimentos que nos deixou com mais vontade ainda de percorrer a região.
        E quando achávamos que iríamos fazer alguma coisa naquela primeira noite estrelada no “meio do nada”, eis que Mauro disse que precisaríamos descansar para o dia seguinte e assim como todos estavam cansados da viagem não discutimos, apenas obedecemos.
        - Pessoal, dizia Mauro ao grupo, hoje vamos conhecer uma praia paradisíaca, vocês vão adorar, e antes que perguntem, é à noite que os fenômenos acontecem, guardem a curiosidade para mais tarde, após jantarmos cedo, iremos até os portais onde tudo acontece.
      
  E a gritaria foi geral, animados partimos para a diversão que realmente foi especial. Às oito da noite o grupo de jovens aguardava por Mauro que nos levaria a ver os estranhos acontecimentos, mas nada do que falara aconteceu, pois ele saiu com os ufólogos e não retornou no horário marcado.
        - Chega de palhaçada! – grita Ricardo, que sem paciência entra em seu quarto e sai com uma lanterna nas mãos. E assim um a um fez o mesmo. Com casacos, cordas, bússolas e tudo o mais que tínhamos para qualquer eventual situação, partimos em busca do desconhecido, sem conhecermos onde ficavam os tais portais nos enfiamos no meio da mata. Sem saber qual caminho percorrer, Ricardo seguiu a sua intuição acertando em cheio.
        Caminhamos por uma trilha por cerca de trinta minutos até chegarmos a uma espécie de vale. Olhei ao redor e a grama estava toda baixa, amassada e não havia nenhuma plantação, era apenas grama rala e nada mais. Vimos de longe Mauro e os dois colegas agachados por trás de uma enorme pedra. E quando partimos naquela direção, começou a ventar e era tamanha, que mal conseguíamos andar. Nos seguramos com força uns aos outros na tentativa de um lugar para nos abrigar. Vimos Mauro vindo correndo em nossa direção acenando ele tentava dizer para desligarmos as lanternas, mas tarde demais, pois a imensa nave pousou rápido perto de nós, cessando a ventania.
        Alguns colegas trombaram Mauro no caminho e continuaram correndo fugindo dali. Mauro alcançou o resto de nós e juntos fizemos o mesmo, mas de repente, a nave começa a se abrir. Paralisamos de medo, e nada saiu lá de dentro. Otávio, colega de grupo não se conteve de curiosidade e investiu para a nave.
        - Nada me segura – diz Otávio, conhecerei o interior de uma nave espacial. E sai correndo para dentro dela de um jeito que parecia estar hipnotizado.
        - Mauro tenta segurar o braço dele, mas o jovem foi mais rápido. Gritamos para quem não fosse, mas ele nem nos ouviu.
        Otávio fica paralisado na porta da nave. Chacoalha a lanterna que não ilumina mais e a joga ao chão. Respira fundo e lentamente começa a se aproximar cada vez mais da porta de entrada da nave até que some de nossas vistas. A porta fica aberta e nada se escuta lá de dentro. A nave era toda platinada e de forma alongada. Eu nunca tinha visto nada igual!
        Ao longe bolas de fogo e fachos luminosos despontaram no céu distraindo a nossa atenção e quando caímos em si e gritamos o nome de Otávio, a porta da nave começou a se fechar e a ventania se iniciou novamente quando a nave levantou voo para partir e num piscar de olhos, sumiu na escuridão do céu.
        Todos gritaram ao mesmo tempo, desnorteados porque Otávio partiu na nave.
        - Alguém ajude, como pode ser isso, o que vamos fazer? – Se desesperou berrando e chorando Isis, a namorada de Otávio, que tremia sem parar e estava à beira de um colapso nervoso. Acalmamos a moça, eu a abracei e a enrolei num cobertor e a fizemos sentar na grama. Ela aos poucos foi voltando a si, mas as lágrimas escorriam sem trégua.
        Mauro, se sentindo responsável por todos não sabia o que fazer, Peter e Gabriel também não. Voltamos ao alojamento assim que o dia clareou, pois ficamos aguardando a nave retornar, numa grande expectativa, já que a esperança é a última que morre, mas nada aconteceu; absolutamente nada e o mais estranho é que nenhum outro fenômeno foi avistado após esse incidente. Abatidos voltamos e imediatamente os três pesquisadores entraram em contato com o grupo de Guarujá e isso demandou tempo para ajuda, porque naquela época não havia tecnologia. O Carnaval nem preciso dizer que acabou para nós.
       
No dia seguinte vários ufólogos chegaram ao alojamento e os estudiosos montaram estratégias, fizeram pontos de observação no local ocorrido e nada mais aconteceu, era como se os extraterrestres estivem nos obervando de algum lugar do céu, a sensação era como estivessem nos aguardando partir de lá. E foi exatamente o que aconteceu, tivemos que retornar, difícil falar para a família de Otávio o que acontecera.  
        Durante cinco anos a família dele foi procurada por ufólogos, policiais, equipes de reportagem, mas como tudo cessa com o tempo, aos poucos a família de Otávio foi se refazendo. Isis, porém, continuou com terapia e remédios para a síndrome do pânico e do medo que adquiriu depois de tudo isso.
...
        2018

        Isis se tornou minha melhor amiga e muitas coisas fizemos juntas nesses 33 anos de ausência de Otávio. Ela se agarrou à minha amizade e pude ajudá-la em suas síndromes; dizer que ficou totalmente curada é mentira a dizer que nunca se casou, o trauma causou-lhe uma série de dificuldades e uma delas foi a de amar alguém novamente. Primeiro namorado e o grande amor de sua vida, Otávio iria pedir sua mão em noivado durante o Carnaval, ele havia combinado conosco essa surpresa e acabei contando depois de algum tempo.
        O mais inexplicável nesses anos todos é Isis dizer que nunca esteve só, que ele a visita nos sonhos e que vivem o amor em plenitude.
        Ela diz que Otávio se comunica por meio dos sonhos, que para Isis é real! Ela fala que sempre está com ele, que passam as noites juntos e ela retorna ao corpo físico antes do sol raiar.
Loucura ou não nunca saberemos, porque a verdade da vida não está lá fora, e sim, dentro de nós mesmos.    



sábado, 10 de fevereiro de 2018

A forma da Água, filme de Guilhermo del Toro
The Shape of Water

Olá queridos amigos, excelente sábado de Carnaval a todos nós! Graças a Deus não estou de plantão e serão quatro dias de pura diversão!
Confesso que não sei muito sobre o filme “A forma da água”, mas como está com 7 Globos de Ouro e o pessoal do serviço falou muito bem deste título, deixo aqui a dica, pois irei conferir, ainda mais que é do Guillermo del Toro.


O filme, que tem 123 min. se passa no início da década de 1960. Elisa Esposito é uma moça muda que trabalha como empregada de limpeza num laboratório de segurança máxima em Baltimore, EUA. A sua vida altera-se quando ali chega um humanóide anfíbio capturado nos mares da América do Sul que é mantido em cativeiro e usado em vários testes laboratoriais.
Com o passar do tempo, Elisa começa a afeiçoar-se a ele e entre os dois surge algo muito parecido com amor. Quando os cientistas decidem usá-lo como cobaia num programa espacial, ela resolve salvá-lo. Para isso, terá a ajuda de Zelda e Giles, os seus mais fiéis amigos.
O título é do mexicano Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno), com Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins e Octavia Spencer, entre outros atores.


Distinguido com o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza e dois Globos de Ouros nas categorias de Melhor Filme e Banda Sonora, "A Forma da Água" recebeu também o prêmio Darryl F. Zanuck para melhor filme do ano, o galardão máximo do Sindicato de Produtores de Hollywood (PGA - Producers Guild of America). Está ainda nomeado para 13 Óscares, entre eles para melhor realizador, filme, atriz, atriz e ator coadjuvantes e argumento original.
Bem, fica aí então a dica que irei também conferir.
Abraços,

Trailer: