quinta-feira, 24 de agosto de 2017

 Dicas da Língua Portuguesa

Ela quer se aparecer

Termo muito usado e completamente errado. Certos verbos são essencialmente pronominais como suicidar-se, por exemplo. Outros, porém, jamais podem ser usados com pronomes, como os verbos simpatizar ou  antipatizar. 

E assim acontece com o verbo aparecer. Esse é um típico verbo intransitivo. Não admite voz reflexiva, objetos de espécie alguma. Não se pode aparecer ninguém e, também, aparecer a si mesmo. Escreve-se corretamente, assim: 

Ela quer aparecer 

São os banqueiros que acabam lucrando 

Neste tópico de dicas de português para concursos, a expressão é que não é genuinamente um verbo. Trata-se simplesmente de uma locução de realce, que a usamos, evidentemente, para dar destaque à ideia expressa na frase. 

Por tratar-se de um mero adorno frasal, essa locução é totalmente dispensável sem prejuízo para o sentido da oração. Exemplo: É os banqueiros que acabam lucrando. = Os banqueiros acabam lucrando.


Fonte: site tudo sobre concursos

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

 Vem aí a HorrorCon 2017

 

Tem medo de escuro? Então se prepara!
A HorrorCon acontece no próximo sábado, dia 26, das 10h às 19h, na Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Morais, 1581, Vila Mariana, São Paulo).


O evento conta com palestras, bate-papos, exibição de conteúdos, sorteios e participação de expositores com stands tanto de venda de produtos quanto de exibição de coleções!
Ingresso individual: R$ 20,00 + 1 Kg de alimento não perecível (não vale sal nem açúcar!)

Não recomendado para menores de 16 anos. 
(Menores de 16 anos podem entrar, desde que acompanhados de responsáveis portando documento comprobatório)



terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sarau em homenagem 
ao poeta Donizete Galvão 

Bom dia amigos, que a terça-feira seja excelente a todos nós. Final de semana chuvoso e frio aqui na Baixada, vamos ver o clima hoje.

Sarau em homenagem ao poeta Donizete Galvão (1955-2014), realizado por poetas que conviveram com o autor de O homem inacabado, entre outros livros, e que conhecem e admiram sua poesia.
O Recital Poeta da Carne e do Tempo, mediado por Vera Lúcia de Oliveira acontece na próxima terça-feira, dia 29/08, às 19 horas, na Casa das Rosas, participe!

Serviço:
O Recital Poeta da Carne e do Tempo – homenagem a Donizete Galvão
Quando: dia 29/08,às 19h
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo
Mais informações: +55 (11) 3285-6986/3288-9447

Poeta Donizete Galvão
O poeta e jornalista Donizete Galvão de Souza (1955-2014) nasceu em Borda da Mata, cidade do interior de Minas Gerais, no dia 24 de agosto de 1955. Estudou no colégio Nossa Senhora do Carmo, dirigido pelas irmãs dominicanas. Filho de Silvio Abel de Souza e de Maria Aparecida de Souza, pequenos sitiantes, despertou interesse pela poesia com a leitura dos poemas de Carlos Drummond de Andrade, publicados no Suplemento Literário de Minas Gerais. Com 18 anos ficou órfão de pai, experiência que aparece em alguns de seus poemas.
Publicou as coletâneas: “As Faces do Rio” (1991), “Do Silêncio da Pedra” (1996), “A Carne e o Tempo” (1997), que foi indicado ao Prêmio Jabuti de 1998, “Ruminações” (2000), “Pelo Corpo” (2002), “Mundo Mundo” (2003) e “O Homem Inacabado” (2010), que foi finalista do Portugal Telecom do mesmo ano e foi indicado ao Prêmio Brasília de Literatura.
Donizete Galvão teve suas poesias publicadas em jornais e suplementos literários, no Brasil e no exterior, entre eles, Nicolau, O Galo, Poiésis, Livro Aberto, Babel (revista de poesia editada na Venezuela), Blanco Móvil, do México, Suplemento Literário de Minas Gerais, A Tarde, de Salvador, Tsé-tsé, da Argentina e o caderno Mais, da Folha de São Paulo.
Donizete Galvão faleceu em São Paulo, no dia 30 de janeiro de 2014.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Chove. Há Silêncio. 

Poesia de Fernando Pessoa

Bom dia amigos, que tal uma poesia para um dia chuvoso? Espero que gostem, abraços,

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva 
Não faz ruído senão com sossego. 
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva 
Do que não sabe, o sentimento é cego. 
Chove. Meu ser (quem sou) renego... 


Tão calma é a chuva que se solta no ar 
(Nem parece de nuvens) que parece 
Que não é chuva, mas um sussurrar 
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. 
Chove. Nada apetece... 

Não paira vento, não há céu que eu sinta. 
Chove longínqua e indistintamente, 
Como uma coisa certa que nos minta, 
Como um grande desejo que nos mente. 
Chove. Nada em mim sente... 

domingo, 20 de agosto de 2017

O Lamento

Olá pessoal, bom domingo a todos nós.
Para quem gosta de filme de arte, fica aí a dica.
Abraços,
Míriam

Dirigido por Na Hong-jin, o suspense sul-coreano ‘O Lamento’ se passa em um vilarejo pacífico que começa a testemunhar assassinatos cruéis cometidos pelos moradores. Os criminosos parecem estar alucinados e as autoridades pensam que talvez tenham consumido cogumelos venenosos.
No entanto, o inspetor de polícia Jong-Goo suspeita que os casos tenham uma origem sobrenatural, ligada a um forasteiro que acaba de chegar ao local. Enquanto investiga o homem suspeito, o inspetor percebe que sua filha pode ser vítima do ataque.

Serviço:
O Lamento – classificação: 16 anos
Quando: até dia 23/08 – sessões às 16h, 18h30 e 21h
Ingressos: R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia)
Local: Cine Arte Posto 4 – Av. Vicente de Carvalho, S/Nº, Gonzaga, Santos – próximo ao Guarda Vidas Posto 4 – jardim da orla da praia

Mais informações: 3288-4009

sábado, 19 de agosto de 2017

Final de semana com música erudita no SESI Santos

O SESI Santos está entre as diversas unidades que sediarão a III Mostra SESI-SP de Música Erudita, com apresentações envolventes que encantam e emocionam. Os espetáculos são gratuitos e acontecem de 25 a 27 de agosto, sexta e sábado, às 20h, e domingo às 11h.
Os ingressos estão disponíveis para reserva no sistema Meu SESI na página www.sesisp.org.br/meu-sesi
Alguns exemplares também serão distribuídos na bilheteria do teatro no dia de cada apresentação.
Essa é mais uma proposta do SESI-SP de promover o acesso da sociedade às diferentes expressões artísticas, difundir o conhecimento e formar público para essa vertente musical ainda distante da maioria da população. Em todo o estado, a mostra contará com 48 apresentações de 18 grupos referência na área.
Dividido em quatro séries temáticas, A Música pelo Mundo, Compositores Nacionais, Crossover e História da Música, o evento conta ainda com um bate-papo entre o público e os grupos. Neste diálogo, os artistas revelarão as singularidades do gênero, processos de composição e os contextos e curiosidades das obras, período histórico e instrumentação. Uma oportunidade única de aproximar o público do trabalho artístico.



Em Santos
Uma viagem aos períodos que marcaram a trajetória do erudito é o que propõe a série A História da Música. O brilhante concerto do Quarteto Ficta, evidencia, a partir de pesquisas, um panorama integral da música instrumental e seus paralelos com a história da arte, no dia 25 de agosto, às 20h.
A Música pelo Mundo exibe a importância dos diferentes países na formação musical e instrumental de seus compositores. A mostra traz no dia 26 de agosto, às 20h o renomado Duo Celta. A apresentação ilustra o mérito da influência cultural local, que cede à música erudita um tom sonoro esfuziante e belo.
A série Compositores Nacionais expõe a originalidade dos músicos eruditos brasileiros e seus alcances que se projetam até o âmbito internacional. Na peça musical de A-Trio, que acontece no dia 27 de agosto, às 11h, é possível enxergar todo o contexto histórico e artístico da época em que as composições foram criadas.

Programação completa:

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Curso aborda o mundo de Hilda Hilst
Inscrições abertas

A proposta dos encontros é conversar – dar voltas com – a obra de Hilda Hilst, promovendo um contato mais rente a esse corpus desejante e suas intensidades poéticas. Alturas, vãos e funduras – espaços de invocação, ruído, vazio, cintilância e desejo – serão acessados por meio de leituras, análises e trocas subjetivas que pretendem provocar inquietudes e estilhaçar, ainda mais, nossas próprias medidas.
O curso é ministrado por Geruza Zelnys.


Inscrições:
Presencialmente na recepção da Casa das Rosas até o preenchimento das vagas. 
É necessário confirmar a inscrição frequentando a primeira aula de cada curso. Faltar na primeira aula implica o desligamento automático do aluno.

Serviço:
Curso Desejo e Cintilância: pensar alturas, vãos e funduras com Hilda Hilst
Quando: às quartas-feiras, dias 6, 13, 20 e 27 de setembro, às 19 horas
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo
Mais informações: +55 (11) 3285-6986/3288-9447
 


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Annabelle 2 - A Criação do Mal
Em cartaz nos cinemas

Annabelle 2 – Acriaçãodo Mal entrou hoje em cartaz, filme de David F. Sandberg com 1h50min de duração, com Stephanie Sigman, Miranda Otto, Lulu Wilson e Anthony LaPaglia.
Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.

Trailer legendado:
https://www.youtube.com/watch?v=SQ2jLjjBIwc


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Conto: A casa sombria

Bom dia e excelente quarta-feira a todos nós.
A casa sombria faz parte da Revista Conexão Literatura deste mês. Interessados em participar da revista é só verificar com o editor.
Espero que gostem da história, abraços,
Míriam

A casa sombria ficava duas quadras de onde eu morava.
Na minha infância foi uma casa que sempre admirei. Aquela imensa casa, diziam, ser mal assombrada, pois coisas estranhas aconteciam à noite.
Era uma propriedade enorme e antiga, mas bem cuidada, sempre limpa, com árvores altas e muito espaço para correr e brincar. Nunca se via ninguém no casarão. Eu, pelo menos, não me lembro de ter visto os moradores.
Falavam os meus amigos que a casa era assombrada porque os moradores foram mortos e enterrados em algum lugar do jardim, então, à noite, os fantasmas andavam pela casa.
Bem, particularmente, acho que os fantasmas deveriam ter o que fazer durante o dia, porque só estavam na casa durante a noite. Não é estranho isso? Dizem sempre que os fantasmas aparecem à noite. Então, será que são vampiros também, além de fantasmas? Sempre me perguntei sobre isso. Bem, enfim, continuamos com os tais acontecimentos.
Quando vi a casa pela primeira vez tinha meus 13 anos e foi numa sexta-feira 13! Arrepiei-me na época, ainda me lembro.
Fiquei parada em frente ao imóvel tentando avistar alguém. Tudo tranquilo, nenhum sinal de ser vivo na casa. Permaneci por alguns minutos na porta, os muros não eram altos, então eu conseguia ver bem o que se passava pelo terreno. Nada de estranho me chamou a atenção. Desisti da história do assombro.
Eis que um dia minhas amigas me tentaram a ir a tal casa. Eu, que sempre gostei de coisas assombrosas, topei. Marcamos que entraríamos a todo custo na casa e para ver os fenômenos que aconteciam, teria que ser quando escurecesse.
O grupo era formado por cinco mocinhas, inventamos uma boa desculpa a nossos pais e fomos para a casa avermelhada, a tal mal assombrada.
— E aí, estamos aqui na porta e não vejo nenhum movimento lá dentro. A casa está às escuras, sinal que não tem ninguém. — Dizia minha amiga Rosa, segura de si.
— Bem, e se os moradores estiverem trabalhando e retornarem agora à noite? — Dizia outra amiga, Pina, com uma voz trêmula.
— Bobagem gente, vamos entrar ou não? — Finalizaram Claudia e Teresa, já sem paciência e nos chamando de medrosas.
Com aperto no coração e mãos geladas, todas nós, as meninas da vilinha onde morávamos, abrimos com facilidade o portão e entramos no terreno.



Bem devagar e todas de mãos dadas, seguimos vistoriando o local, que não tinha nada de estranho. Subimos os degraus bem devagar. Dava para escutar a respiração acelerada de todas.
Eu, na frente, fui abrir a porta. Para minha surpresa, não estava trancada. Parei, mas a minha curiosidade era tanta, que a empurrei escancarando-a. Entramos. Eu era a única que tinha lanterna.
Iluminei o interruptor e acendi as luzes, e não ouvi reclamação de ninguém, pois queríamos ver tudo e com a lanterna não tinha condições.
Andamos pela sala, de grande tamanho, móveis clássicos em madeira, sofás forrados com veludo vermelho, objetos antigos decoravam o ambiente, assim como quadros, muitas pinturas de homens e mulheres, acho que foram os habitantes da casa.
Passamos para o outro cômodo, a sala de leitura, lá, me encantei com a quantidade de livros que estavam na estante que pegava uma parede inteira, até o teto. Na sala pendiam dois lustres e um sofá grande, perto da janela.
A casa estava bem cuidada e limpa. Andávamos na direção da cozinha. Pisávamos em “ovos” para não fazer nenhum barulho, quando Teresa se desequilibra e bate num objeto que cai ao chão. O estrondo fez até meu coração sair pela boca.
Nisso, alguém grita perguntando quem estava ali. Os passos apressados começam a ficar mais nítidos e a voz de mulher com uma fala rouca chega cada vez mais próxima de nós. Alguém descia as escadas apressadamente.
Saímos correndo e vi a mulher. Era uma senhora, com vestido longo e um avental. Ela gritava, mas eu não conseguia entender mais nada o que falava. Derrubei minha lanterna. A mulher agora berrava. Olhei para trás e vi seu rosto branco, sua boca espumando de raiva, os olhos enormes esbugalhados, ela segurava o vestido e com passos rápidos tentava agarrar uma de nós.
A porta, que deixamos aberta, “voamos” para fora, descendo os degraus “a jato”, abrindo o portão da rua e desaparecendo na escuridão.
Ninguém olhou para trás. Chegamos a nossas casas tão rápido que nem acreditei. Caladas e pálidas como defuntos, permanecemos na porta da vila para o coração voltar ao normal. Nenhuma de nós ousou comentar alguma coisa naquela noite; e cada uma entrou para sua casa.
Nunca mais retornamos ao casarão e até passávamos por outra rua só para não aparecermos na frente do imóvel.
Não soube mais nada sobre a senhora que morava na casa e nem quem era ela. O fato foi desaparecendo aos poucos de nossas vidas, até sumir por completo.

Para mim, a cena sempre ficou em minha mente, pois não sei como acabei ficando com uma cicatriz na perna esquerda, pois não me lembro de ter me cortado em nada e ainda hoje, ao dormir, escuto os gritos da velha da casa sombria.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

9ª Tarrafa Literária

 

Evento será realizado em setembro, no Theatro Guarany, em Santos. Boa notícia não é mesmo?




A nona edição do festival Tarrafa Literária, que será realizada em setembro, em Santos, já começou a ser desenhada e tem a confirmação de alguns temas e autores convidados. O caráter internacional do evento está garantido com a volta do escritor português Raul Zink, que lança agora o livro "Anibaleitor", uma obra para “crianças maduras e adultos imaturos”, como brinca o autor, que fala sobre uma fera que devora homens e livros.
Também este ano, a Tarrafa volta a valorizar as histórias em quadrinhos, com a vinda de André Dahmer (que publica tirinhas de humor no jornal Folha de S. Paulo) e de Rafael Coutinho (filho da cartunista Laerte, que esteve na última Tarrafa, em 2016). Ambos estão estreando na Tarrafa.
A Tarrafa tem aprovação das leis de incentivo Rouanet (Federal) e o Programa de Ação Cultural (ProAc-ICMS), do Governo do Estado. Em 2016, o evento atingiu mais de 4 mil pessoas.
Bem, vamos aguardar a data do evento e programação completa.
Até amanhã, abraços,

Míriam